Apesar de a cerveja ser a bebida nacional dos brasileiros, será que nós realmente conhecemos aquilo que estamos consumindo? Façamos um teste rápido – sem pressão – para ilustrar este pensamento: se você pudesse fazer uma lista rápida, sem cola ou consulta, quais ingredientes você diria que compõem a cerveja? Vou lhe dar uma dica: são apenas quatro.

Para uma bebida com pelo menos 8.000 anos de idade, quatro ingredientes parecem realmente muito pouco para criar algo tão desejado pela Humanidade há tanto tempo. Por outro lado, para além do gosto, talvez o seu sucesso se deva justamente a sua relativa simplicidade. Por isso – e sem mais delongas – aqui vai a resposta para a pergunta que não quer calar: água, malte, lúpulo e levedura; isto é, a cerveja é feita de: H2O, grãos de cereal, planta amarga e fermento.

Digo mais. Se quisermos ser ainda mais puritanos, esse número cai para apenas três elementos. Água, malte de cevada e lúpulo. Pois, de acordo com a Reinheitsgebot – literalmente “lei da pureza” – promulgada há exatos 500 anos pelo duque Guilhereme IV da Baviera (atual Alemanha) em 23 de abril de 1516, a cerveja é um bem comercializado no qual “qualquer um que negligencie, desrespeite ou transgrida estas determinações, será punido pelas autoridades da corte que confiscarão tais barris de cerveja, sem falha”.

Embora, ao longo destes quinhentos anos, a lei da pureza não seja mais a referência legal que temos em torno da bebida e hoje em dia adicionemos tantos outros elementos à cerveja que não apenas estes três, foi através de um processo natural simples de cultivo, colheita e fermentação que este líquido dourado se tornou a bebida alcoólica mais consumida no mundo.

Ao longo das próximas semanas vamos explorar mais a fundo, e sem complicar demais a cabeça, a origem e função de cada um destes quatro ingredientes. Afinal, é sempre bom saber: você é o que você come. Ou melhor: você é o que você bebe.

Com informações de: Portal G1 e Wikipédia