Como alguns leitores de cerveja (e também de futebol) já devem saber, a França foi o país-sede da Eurocopa 2016, o principal campeonato de futebol entre as seleções nacionais da Europa, que ocorre a cada quatro anos no continente desde 1960. E justamente este país-sede, conhecido por seus vinhos e champanhes refinados, agora esta abrindo espaço para uma nova paixão: a cerveja! Afinal, nada melhor que acompanhar um futebolzinho tomando uma boa gelada.

Segundo jornais franceses, a venda de cerveja já bateu recordes durante a Eurocopa, em junho, e os donos dos famosos cafés e brasseries estão tiveram que se virar para aumentar os estoques da bebida. Em Lille, uma das cidades-sede dos jogos, os donos de bar riram à toa: A vitoria da Inglaterra sobre País de Gales, no dia 16 de junho, fez com que os súditos da rainha simplesmente desembolsassem quase 2.000 euros em cerveja (o que equivale a quase 8.000 reais) em um único local. Em apenas 5 horas, num dia normal de jogo, foram vendidas o equivalente a um final de semana inteiro de rodadas em um dos maiores mercados de pulgas da cidade, que recebe entre dois e três milhões de visitantes todos os anos.

Que vinho que nada!

No sudoeste francês, especificamente na cidade de Bordeaux, conhecida por suas regiões cheias de boas vinícolas, quem se destacou foi o malte, o lúpulo e a cevada. Calcula-se que em 17 dias, mais de 350.000 visitantes passaram pela “Fan Zone” – espaço onde os torcedores podem acompanhar os jogos ao vivo em telões gigantes – e 100.000 litros de cerveja foram consumidos; 20.000 litros apenas no jogo entre Bélgica e Irlanda.

Uma pesquisa realizada pela Securité routière (órgão equivalente ao Departamento Nacional de Trânsito da França), revela que a cada 5 franceses, 4 consomem alguma bebida alcoólica acompanhando os jogos – e entre 10 pessoas, 7 privilegiam o consumo da cerveja – o que deixa o vinho na lanterna do campeonato.

Além disso, mesmo antes da Eurocopa 2016 começar, um estudo feito em 2015 já apontava um crescimento no consumo de cerveja na França. Depois de 30 anos em queda, a cerveja voltou a ocupar mais espaço na preferência dos maiores produtores de vinho do mundo. Seja com o aumento de estabelecimentos para a venda do produto, das variedades de cervejas e do gosto das mulheres por uma gelada, a cerveja está outra vez no páreo.

No país do vinho, da baguette e do queijo, quem tem um copo de cerveja é rei.

(Com informações de Boursorama, Sudouest, 20 Minutes e Wikipedia)