Quando você está reunido com os amigos em uma mesa de bar, pede uma cerveja e o garçom lhe pergunta: com ou sem colarinho? A sua reação natural é:  A) “dois dedos de colarinho, por favor”; B) “sim, pode ser, obrigado”; C) “sem colarinho”; D) faz cara de paisagem e deixa o garçom decidir por você. Caso tenha optado pelas alternativas C ou D, fiel amigo cervejeiro, venha conosco!

Nenhuma outra peça na indumentária alcoólica é tão sofisticada, cheia de charme e personalidade quanto o famoso colarinho da cerveja. Embora todos já o tenhamos usado pelo menos uma vez na vida – especialmente após um dia estressante de trabalho, no qual o outro colarinho nos aperta tanto o pescoço – poucos são os que conhecem a verdadeira utilidade deste traje fino.

Composta por gás carbônico e proteínas da própria cerveja, a espuma mantém as propriedades originais da bebida por mais tempo no copo, além de diminuir a troca de calor com o ambiente e oferecer – não como uma experiência à parte, mas sim como uma experiência completa – o sabor e o amargor que é feita a boa cerveja. Ou seja, deve-se encarar o colarinho não apenas como um protetor natural da bebida, mas também como parte daquilo na qual a própria cerveja é constituída.

Um, dois, ou três dedos de espuma? Depende da preferência do consumidor, do estilo da cerveja e do copo utilizado para bebê-la. Alguns materiais produzem muito mais espuma ao entrar em contato com a cerveja (um exemplo clássico é o famoso copo de plástico), enquanto outros são menos propensos à formação de colarinho, como é o caso do copo estilo pint.

Seja qual for a sua preferência, pense neste colarinho com carinho: uma vez garantida a primeira boa experiência, você nunca mais vai querer tirá-lo.

Com informações de Portal G1 e Wikipédia