Você é do tempo que se vangloria que “antigamente, as coisas eram melhores”? Pois no mundo da cerveja, esta pode ser uma afirmação um tanto perigosa. E se tem uma coisa que podemos afirmar é que, graças ao girar da Terra, certas coisas que apreciamos hoje se tornaram boas com o passar do tempo.

Confuso? Imagine então um dia exaustivo de trabalho, daqueles que a única coisa que lhe vem à mente é beber uma deliciosa cerveja gelada regada a um bom papo com os amigos. Chegando ao bar – que está mais para uma taverna escura, sem luz e pouco confortável – lhe é servido um líquido escuro, quente e cheio objetos não-identificados flutuando sobre ele: essa era a cerveja de antigamente.

A “descoberta” de uma bebida inebriante feita à base de cereais fermentados é, na verdade, um conjunto de fatores interligados a história do homem. Foi somente com o cultivo desses mesmos cereais, ou seja, com a transição do nomadismo (povos errantes) para o sedentarismo (povos que cultivam uma porção de terra), que a mistura cereal, açúcar e levedura surgiu.

Sem geladeira, sem processos industriais de confecção e conservação, o líquido viscoso – mais parecido com um mingau do que propriamente a nossa cerveja – mudou muito ao longo dos seus 10.000 anos de consumo. O lúpulo, por exemplo, planta que confere aroma e sabor amargo à cerveja só apareceu nos últimos mil anos. A refrigeração, então, essencial para saciar a sede de qualquer trabalhador, surgiu quase novecentos anos depois do lúpulo e se tornou um processo industrial apenas no final do século XIX.

Se o som da cerveja sendo aberta é música para os seus ouvidos, se a espuma amarga é um acalanto para a sua garganta e se o suor do copo gelado é um refresco para sua alma, agradeça aos tempos modernos. O futuro chegou e está aqui para ficar.

Com informações de: G1 e Origem das Coisas