Não tem para onde fugir, não tem como escapar: para todo lado que você virar, onde quer que olhe, corações espalhados pelas vitrines e imagens de casais apaixonados recheiam as ruas da cidade. E mesmo que você evite sair de casa nesses dias, certamente a sua timeline também estará inundada com apenas um assunto: Dia dos Namorados.

Comemorado no dia 14 de fevereiro na maioria dos lugares do mundo, o Dia de São Valentim faz uma homenagem ao bispo Valentim, que desafiou as ordens do imperador romano Claudio II, o Gótico, e sentenciado à morte por se casar mesmo sob proibição real, foi canonizado pelo papa Geládio em 496 d.C. O mártir do amor, segundo a lenda, enviou uma carta de despedida à amada: originando a famosa troca de bilhetinhos e juras eternas neste dia.

Uma versão menos romântica e um tanto sinistra diz respeito à uma antiga tradição romana, uma festa pagã chamada Lupercalia, que acontecia também no mês de fevereiro. Em comemoração ao fim do inverno no Hemisfério Norte e passagem para o calor e a primavera, os antigos romanos pré-cristãos sacrificavam animais e faziam adoração aos sacerdotes purificadores de maus espíritos. O ritual não pegava nada bem para a Igreja Católica que acabou o substituindo, quase dois séculos depois, pela história de Valentim.

Brasil do Contra

Nem sacrifícios de animais e nem São Valentim. Apesar de importar a língua, a religião e diversos costumes dos portugueses, o brasileiro acabou se apegando mesmo à figura de Santo Antônio de Pádua – o santo casamenteiro. Comemorado oficialmente no dia 13 de junho em todo o mundo católico, o Dia de Santo Antônio de Pádua foi o ponto de partida para que o então publicitário João Dória (pai do atual prefeito da cidade de São Paulo) criasse uma data que estimulasse o comércio nacional. Em 1949, com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor”, a véspera do santo casamenteiro acabou ganhando adeptos por todo o Brasil.

Hoje, o Dia dos Namorados representa a terceira maior data comercial no país, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. Segundo o último relatório produzido pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) de 2017, espera-se que mais de 1,6 bilhões de reais sejam movimentados em decorrência do amor.

Para você que está casando, namorando, enrolando ou simplesmente paquerando, parabéns: o amor está no ar. Já você que está solteiro ou solteira, é hora de caçar a sua metade da laranja. Pois felicidades: o amor está no bar.

Com informações de BBC Brasil e Governo Brasileiro