Mulheres Cervejeiras

Sempre associada ao universo masculino, a bebida mais popular do mundo foi descoberta por uma mulher. Há 11 mil anos, enquanto os homens saíam para caçar e levar a carne para casa, as mulheres ficavam responsáveis por cuidar dos grãos que eram mantidos dentro de jarros, e que seriam usados para fazer pão.

Foi assim que, meio por acaso, descobriram a cerveja.

Os grãos que não eram consumidos permaneciam dentro dos jarros tomando sol e chuva. Assim eles eram fermentados e formavam o líquido que hoje conhecemos como cerveja.

Milhares de anos depois, por volta de 1.800 a.C., foi escrita a primeira receita de uma cerveja. Feita em homenagem a uma era composta por tâmaras, diversos grãos, ervas, mel e especiarias.

Outra descoberta feminina relacionada à cerveja é o lúpulo.

Um dos principais ingredientes na produção da bebida, ele teve suas propriedades descritas pela primeira vez anos no século 7 pela monja e teóloga alemã Hildegard von Bingen, também conhecida como Santa Hildegarda.

Nos dias de hoje, cada vez mais as mulheres se identificam com a cerveja, seja como mestre-cervejeiras, Beer sommelieres ou simplesmente apreciadoras.

 


Mais Estilos de Lager

Fazem parte da família Lager as cervejas de baixa fermentação, como já vimos aqui. Vamos conhecer agora mais alguns estilos dessa família.

Malzbier: É a mais famosa Dark Lager encontrada no Brasil. Escura e doce, com teor alcoólico baixo, após a sua fermentação é acrescentado xarope de açúcar e caramelo.

Vienna: Criada na cidade de Viena, na Áustria, em 1840, por Anthon Dreher. Utiliza os maltes da região, que proporciona uma característica leve para a cerveja. A versão americana é mais amarga e forte, enquanto as produzidas na Europa tendem a ser adocicadas. Sua cor varia entre o âmbar e o cobre claro, e seu aroma é leve, com características do lúpulo e a sutileza do malte.

Marzen Lager: Originalmente produzida na Bavária e, em específico, no mês de Março (März em alemão) durante a primavera europeia, para ser consumida no outono, estação em que se celebra a Oktoberfest. Possui teor alcoólico um pouco mais alto e a coloração varia entre o âmbar e o marrom. Seu aroma é bem leve com notas de tostado e de lúpulo. Já seu sabor é ligeiramente adocicado, com um toque de caramelo.


Para todos os tipos de mãe, todos os tipos de cerveja

Se a sua mãe é do tipo que gosta de combinar um bom prato com uma cerveja deliciosa, temos uma receita especialmente harmonizada para o almoço de domingo: Arroz Carreteiro harmonizado com Black Princess Tião Bock.

O arroz carreteiro é um prato típico da culinária brasileira, com origem no Rio Grande do Sul. Surgiu quando os carreteiros (transportadores de cargas), que atravessavam o sul do Brasil em carretas puxadas por bois, cozinhavam em panela de ferro uma mistura de carne de sol com arroz. O prato foi incorporado à nossa cozinha e hoje é apreciado em todo o país. Aqui, você confere a receita, que é muito fácil de fazer. Surpreenda a sua mãe com esse almoço especial!

Arroz Carreteiro

Ingredientes

  • 1/2 xícara (chá) bacon picado
  • 1/2 xícara (chá) calabresa picado
  • 1/2 cebola picada
  • 2 dentes de alho picado
  • 1/4 pimentão verde picado
  • 1 tomate sem pele e sem semente picado
  • 1/2 xícara (chá) carne seca cozida e desfiada
  • 2 xícara (chá) arroz cru
  • Sal a gosto
  • 1 litro de água quente
  • Salsinha a gosto

Modo de Preparo

Numa panela ou tacho, refogue o bacon e a calabresa e depois adicione a cebola picadinha. Quando a cebola murchar, adicione o alho e continue refogando. Em seguida acrescente o pimentão picado e o tomate picado. Refogue mais um pouco e em seguida adicione a carne seca cozida e desfiada. Acrescente o arroz, misture e tempere com sal a gosto. Cubra com a água quente e tampe a panela. Deixe cozinhar até secar a água. Salpique salsinha por cima e sirva em seguida.

Harmonização

Receita de sabor marcante, o arroz carreteiro faz ótima harmonização com a Black Princess Tião Bock, que traz o sabor da rapadura junto ao amargor médio de uma cerveja tipo Bock. Esse contraste de sabores proporciona uma experiência gastronômica inesquecível.

Outros presentões para a mamãe

Mas, se sua mãe é do tipo que está dando os primeiros goles do universo cervejeiro, uma boa pedida é o Kit com as Black Princess Gold e Dark e uma taça exclusiva. Confira aqui.

As mães mais tradicionais vão adorar esse Kit com duas cervejas Weltenburger Kloster Anno 1050 e uma taça exclusiva. Vem ver aqui.

Já as mães ‘descoladis’ com certeza vão curtir o Kit Degustação Ampolis. Clique aqui para conferir.

As mães festeiras vão adorar brindar com esse Kit Petra Puro Malte, que vem acompanhado de um belo copo. Dá uma olhada.

E ainda tem acessórios bacanas para você escolher o que mais combina com sua mãe, confere aqui.

Tem cerveja para todo tipo de mãe, então escolha o seu presente e brinde com ela!

 


Outros Estilos de Lager

Conhecidas por sua baixa fermentação, as cervejas da família Lager são, em sua maioria, mais suaves. Mas, dentro dessa família, há uma grande variedade de cores, aromas, potência de corpo e complexidade.

Já vimos alguns estilos da família Larger. Vamos conhecer outros a seguir.

American Lager: Apesar de serem denominadas como Pilsen no Brasil, elas são Lager. Fácil de beber, tem pouco amargor, final relativamente seco e aroma suave de cereais. A cor é dourada e cristalina.

American Dark Lager: são cervejas escuras com baixo corpo, boa carbonatação e espuma que tende para a cor dourada. Também são muito refrescantes. Seu aroma quase não aparece, sendo difícil notar o malte ou lúpulo nela. Já a cor varia entre âmbar e marrom escuro.

Premium Lager: um outro estilo americano que se assemelha ao American Lager. Porém, quando comparada a American Lager, tem mais aroma e lúpulo. Sua cor é próxima ao dourado, e também é considerada uma cerveja com um corpo médio.

Munich Dunkel: é a original Dark Lager da Europa (Dunkel quer dizer escuro em alemão). É uma cerveja de baixa fermentação e coloração marrom escura. Seu malte Munich dá a ela um doce amargor e notas de chocolate, caramelo e nozes.


Pernil de Cordeiro Apimentado Harmonizado com Weltenburger Anno 1050

Embora as tradições gastronômicas variem de país para país, em diversos lugares do mundo existe o hábito de se comer cordeiro na Páscoa, inclusive no Brasil, onde esse tipo de carne tem sido cada vez mais procurado.

A carne de cordeiro está presente na Páscoa Judaica desde sua primeira celebração, aproximadamente no ano de 1445 a.C., e também nas celebrações da Páscoa Ortodoxa (Grega), sendo normalmente assada no espeto e servida no Domingo de Páscoa, marcando, assim, o fim do jejum da Quaresma.

Macia e nutritiva

Independentemente da religião e da época do ano, a carne de cordeiro é muito apreciada por sua textura macia, além de ser nutritiva, saborosa e fácil de preparar, podendo ser assada, grelhada ou cozida.

Pernil de Cordeiro Apimentado

Ingredientes

- 1 kg de pernil de cordeiro (sem o osso, carne cortada em cubos, pode usar a alcatra ou picanha de cordeiro também)

- 1 cabeça de alho (dentes descascados e levemente amassados. Não é purê, somente uma amassada com a lateral da faca)

- 400g de grão de bico cozido

- ½ colher de chá de cominho

- 1 colher de sopa de páprica picante

- 2 colheres de sopa de coentro picado

- Suco e raspas de 1 limão siciliano

- 1 xícara de água

Modo de Preparo

Faça uma marinada com o alho, cominho, páprica, coentro e limão e passe esta mistura sobre toda a carne, deixando descansar por 15 minutos.

No fundo de uma travessa coloque o grão de bico já previamente cozido (pode usar em conserva também), sobre ele o cordeiro, e jogue a água por cima. Leve ao forno médio por aproximadamente uma hora, coberto com papel alumínio.

Depois é só retirar do forno e servir.

Harmonização

Carne de sabor marcante, o cordeiro - que nesta receita ganha uma versão apimentada - faz ótima harmonização por contraste com a Weltenburger Anno 1050, uma cerveja puro malte clara e suave. No paladar, os sabores se misturam e proporcionam uma experiência muito especial.


As cervejas que combinam com o outono

Como já vimos aqui, no outono as pessoas tendem a beber cervejas mais escuras e levemente potentes. Um dos estilos mais apreciados nessa estação é a Stout, cerveja da família Ale (com alta fermentação), produzida com bastante malte torrado (ou cevada tostada), de sabor tostado, além de uma cor muito escura, que é a sua característica mais marcante. Dentro deste estilo é possível encontrar desde cervejas Irish Stout até cervejas muito alcoólicas, amargas e licorosas.

Outro estilo bastante apreciado nessa época do ano é a India Pale Ale, que tem teor alcoólico de 7% e é amarga na medida certa. Sua coloração é avermelhada graças ao malte tostado e a concentração de lúpulo americano.

Também se destaca para dias mais amenos o estilo Porter, que são cervejas escuras e, historicamente, descendentes das Brown Ales. Seu grande diferencial está na maior quantidade de lúpulo e tempo de fermentação.


A cerveja e o outono

Março é o mês de transição das estações do ano: sai os dias quentes de verão e entra a temperatura amena do outono. Ainda não temos o frio do inverno, mas a mudança climática é perceptível e isso interfere diretamente com o que comemos e bebemos.

Se na estação mais quente do ano as cervejas mais leves costumam ser uma ótima alternativa para se refrescar, no outono elas dão lugar às cervejas com sabores mais intensos e teor alcoólico mais elevado.

Essa sazonalidade não é de hoje. Os bávaros têm orgulho de dizer que a cerveja é item indispensável em sua alimentação diária e que a única coisa que muda com o tempo é o tipo de cerveja escolhida, dependendo da estação.

Embora a Alemanha seja conhecida por sua temperatura fria, que fica em torno de 0º no inverno, o verão no país é um período bastante quente, com temperaturas alcançando os 35º. Não é à toa que vem de lá a Weizenbier, que são as cervejas de trigo alemãs, conhecidas por serem refrescantes. Esse estilo é bastante apreciado, não só no verão alemão, como em qualquer lugar do mundo onde a temperatura esteja mais elevada.

Já o outono traz temperaturas amenas, por isso os apreciadores de cerveja aumentam o consumo desta bebida em tons um pouco mais escuros e levemente mais potentes.  Essas cervejas, que também possuem maior teor alcoólico conseguem, naturalmente, elevar um pouco nossa temperatura corporal.


Penne à Malagueta Harmonizado com Petra Weiss Bier

Quando falamos em massa, logo lembramos da Itália. Foi no País da Bota que as massas ganharam formatos diferentes, tornando cada receita muito particular. Uma das massas mais queridas no Belpaese é o penne, também bastante popular no Brasil.

Uma curiosidade sobre o formato é que ele tem diferentes nomes de acordo com as regiões italianas. É bastante apreciado com molhos brancos e com linguiças e pimentas picantes.

Formato dá origem ao nome

O penne tem este nome porque seu formato lembra o canudo de uma pena. É feito de grano duro e água, que absorve facilmente, além de manter a consistência de al dente (que é considerado o ponto perfeito de massa).

Ele é uma variação dos bucatini, que são macarrões longos com um furo no interior que segue seu comprimento, e produzidos ao enrolar uma lâmina da massa em torno de um arame. Para se fazer o penne, basta cortar os bucatini em pedaços menores, deixando suas extremidades com forma chanfrada.

Penne à Malagueta

Ingredientes

400g de massa tipo penne
2 dentes de alho esmagados
100g de queijo pecorino ralado
2 pimentas malaguetas
400g de tomates sem pele e sem sementes cortados em cubos
3 colheres (sopa) de salsinha picada
Azeite de oliva e sal a gosto

Modo de Preparo

Em uma panela, aqueça o azeite e refogue bem os dois dentes de alho esmagados. Adicione a pimenta malagueta picada (ou em pó). Junte os tomates e cozinhe-os por cinco minutos, até que fiquem bem macios. Acerte o sal.

Enquanto isso, cozinhe o penne em água fervente e sal. Escorra e misture diretamente na panela com o molho. Acrescente a salsinha picada e misture a massa por mais um minuto. Se os tomates não estiverem muito maduros, é possível adicionar duas colheres (sopa) de molho de tomate. Salpique queijo pecorino ralado (ou parmesão) e sirva.

Harmonização

O forte sabor do Penne à Malagueta faz excelente harmonização por contraste com a Petra Weiss Bier, uma cerveja de trigo versátil, que ameniza a picância do prato no paladar. Suave e com aroma de especiarias, a Petra Weiss Bier traz a refrescância perfeita para valorizar a receita.


Os estilos da Ale

Com alta fermentação, as cervejas da família Ale possuem maior corpo, com gostos e aromas variados. Agora vamos apresentar alguns exemplos de estilos da família Ale.

- Weizenbier ou Weissbier: cervejas de trigo típicas da Bavária, a região mais ao sul da Alemanha. A maioria não são filtradas, mas também existem as versões filtradas e ainda a versão bock (Weizenbock) desse estilo.

- Stout: estilo de cerveja típico do Reino Unido e da Irlanda. Apresenta aromas e sabores de torrefação, e dependendo da variante do estilo (Dry Stout, Foreign Extra Stout, Oatmeal Stout, American Stout, Russian Imperial Stout) pode ter baixo ou alto corpo.

- Dubbel: estilo típico belga, de coloração marrom, desperta aromas frutados, médio corpo e sabor equilibrado.


A temperatura ideal da cerveja

Estamos no verão, e como já vimos, o clima influencia diretamente na temperatura da cerveja.  Mas o tipo de cerveja que você está tomando é o que vai definir se ela deve ser mais ou menos gelada.

Para saber qual a melhor temperatura para a sua cerveja, selecionamos alguns estilos e como você poderá aproveitá-los melhor. Lembre-se de levar sempre em consideração o ambiente em que está e o clima externo para definir, de maneira mais adequada, a temperatura. Confira.

Muito gelada – 2° a 4°C

Cervejas para refrescar, com teor alcoólico de no máximo 5,5% e sabor mais leve, como as Pilsens, Helles e Witbiers.

Gelada – 4° a 6°C

Boa temperatura para cervejas de trigo alemãs Weizenbier, além da Tripel belga e as Lambics.

Fria – 7° a 10°C

Com essas temperaturas, sabores mais complexos podem ser apreciados bem. Ideal para IPA’s, Weizenbocks, Porters, Dubbels e outros estilos com teor alcoólico um pouco mais elevados.

Temperatura de adega – 10° a 13°C

Cervejas mais fortes como Belgian Dark Strong Ales, Stouts, Barley Wines e Bocks, que são mais alcóolicas, são melhores degustadas nessa temperatura.