Malt Liquor: controversa e adorada

Como um bom grupo de exigentes consumidores, o público cervejeiro é bem específico quanto aos seus gostos. Existem aqueles que preferem uma cerveja mais leve e refrescante, outros não abrem mão de sua cerveja de trigo encorpada. Entre uma e outra, existe aquela famigerada cerveja controversa, praticamente uma anti-IPA, rechaçada pela comunidade cervejeira. Hoje, falaremos um pouco sobre a Malt Liquor.

Mais consumida e produzida pelos norte-americanos, a Malt Liquor é uma senhora lager, carregada principalmente de cereais não maltados e com pouca incidência de lúpulo. O resultado é uma bebida potente, com alto teor alcóolico e sabor considerado “aguado” para os paladares mais aguçados.

Embora não seja muito popular em solo brasileiro, lá nos Estados Unidos existe toda uma cultura da forty-once, ou quarenta onças, como é conhecida a garrafa de Malt Liquor por lá. O termo está associado diretamente à festas e noites de bebedeira, principalmente pelo seu tamanho (equivalente a uma garrafa de dois litros) e, em geral, baixo custo.

Mas engana-se quem pensa que uma Malt Liquor é uma invenção da indústria moderna. Segundo a publicação People’s Journal, a primeira referência que se tem escrita sobre a bebida data o século XVII, em 1690. Parece, portanto, que a diversão norte-americana foi importada diretamente da ex-côlônia...

Atualmente, existem versões com mais ou menos açúcares adicionados à fermentação, o que confere uma bebida entre 6% e 9% de ABV em média, podendo chegar a um teor alcóolico de 12% - equivalente a um vinho comum. De cor amarela clara, variando entre 10 e 25 IBU, recomenda-se um copo clássico de pint para consumi-la – ainda que os nossos vizinhos norte-americanos prefiram utilizar o clássico copo colorido de papel.

Seja você um apreciador de uma Malt Liquor ou não, uma coisa é fato: como diria Oscar Wilde, “A única coisa pior do que falarem de você é não falarem de você".


Cerveja de trigo: do solo ao copo

Para você que está acompanhando durante esta semana a nossa viagem pelo maravilhoso mundo das Weissbier, ou cerveja de trigo, e resolveu experimentar uma, aqui vão algumas dicas que podem otimizar a sua experiência como um todo. Tome nota:

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Tempos Modernos

Você é do tempo que se vangloria que “antigamente, as coisas eram melhores”? Pois no mundo da cerveja, esta pode ser uma afirmação um tanto perigosa. E se tem uma coisa que podemos afirmar é que, graças ao girar da Terra, certas coisas que apreciamos hoje se tornaram boas com o passar do tempo.

Confuso? Imagine então um dia exaustivo de trabalho, daqueles que a única coisa que lhe vem à mente é beber uma deliciosa cerveja gelada regada a um bom papo com os amigos. Chegando ao bar - que está mais para uma taverna escura, sem luz e pouco confortável - lhe é servido um líquido escuro, quente e cheio objetos não-identificados flutuando sobre ele: essa era a cerveja de antigamente.

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Vista este colar, cervejeiro!

Quando você está reunido com os amigos em uma mesa de bar, pede uma cerveja e o garçom lhe pergunta: com ou sem colarinho? A sua reação natural é:  A) “dois dedos de colarinho, por favor”; B) “sim, pode ser, obrigado”; C) “sem colarinho”; D) faz cara de paisagem e deixa o garçom decidir por você. Caso tenha optado pelas alternativas C ou D, fiel amigo cervejeiro, venha conosco!

Nenhuma outra peça na indumentária alcoólica é tão sofisticada, cheia de charme e personalidade quanto o famoso colarinho da cerveja. Embora todos já o tenhamos usado pelo menos uma vez na vida – especialmente após um dia estressante de trabalho, no qual o outro colarinho nos aperta tanto o pescoço – poucos são os que conhecem a verdadeira utilidade deste traje fino.

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Cerveja de Plástico

Você já parou para pensar: por que a cerveja não é vendida em garrafas plásticas? E para, além disso, por que ela é vendida apenas em garrafas de vidro, preferencialmente escuro?

Estas são algumas dúvidas que poucos já encafifaram, justamente por estarmos tão acostumados aos vasilhames marrons e verdes, espalhados pelos bares e festas. Mas aqueles que o fizeram com certeza gastaram alguns neurônios (ou alguns minutos de busca no Google) para responder a esta questão. Então sem mais delongas:

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Fonte dos Desejos

Uma fonte de cerveja. Confere produção? Sim. Não é um sonho, ela existe!

Os eslovenos e amantes da bebida estão adorando a novidade: uma fonte de cerveja foi construída no vilarejo de Zalec, a 60 quilômetros de Liubliana, capital da Eslovênia. O lugar não poderia ser mais adequado para esse projeto: a cidade fica no vale Savinja, rodeada de campos de lúpulo, usado na fabricação do ouro líquido.

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Sem Pressão: Fome de Física

Responda rápido: o que o montanhismo, um francês do século XVII e a física têm a ver com o seu almoço? Resposta: tudo a ver.

Embora pareçam fatos completamente desconexos, o montanhismo – esporte que, como o próprio nome diz, visa a exploração de regiões de grandes altitudes – evidenciou um acontecimento curioso: quanto mais alto se está, menos tempo a água demora para evaporar e, paradoxalmente, mais tempo se demora para confeccionar um alimento. E como na física não existe mágica, foi com esta ideia em mente que Denis Papin estudou a relação entre a pressão atmosférica e o tempo de cozimento da comida, inventando o protótipo da panela de pressão com um material de ferro fundido, conhecida como “a marmita de Papin” (trocadilho não intencional) em 1679.

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Os Elementos da Cerveja

Apesar de a cerveja ser a bebida nacional dos brasileiros, será que nós realmente conhecemos aquilo que estamos consumindo? Façamos um teste rápido – sem pressão – para ilustrar este pensamento: se você pudesse fazer uma lista rápida, sem cola ou consulta, quais ingredientes você diria que compõem a cerveja? Vou lhe dar uma dica: são apenas quatro.

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